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Vereadores do PT e PL vão de ‘justiça’ a ‘perseguição’ sobre operação contra Bolsonaro

Bolsonaro foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está impedido de acessar as redes sociais

Os vereadores Jean Ferreira (PT) e Rafael Tavares (PL) comentaram a operação da Polícia Federal que atingiu o ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta sexta-feira, 18 de julho. Os parlamentares de Campo Grande, oposicionistas e representantes da visão da juventude progressista e conservadora, respectivamente, veem justiça e perseguição na ação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Jean Ferreira considera que o devido processo legal está sendo seguido. “A defesa de Bolsonaro não consegue mais sustentar os crimes de Bolsonaro e a justiça deverá ser feita, por todas as vítimas da ditadura e da pandemia”, afirmou ao Midiamax.

Já Tavares vê no episódio que condicionou Bolsonaro ao uso de tornozeleira e restrição de acesso às redes sociais, uma “perseguição implacável” a quem considera líder da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Assim que funciona em qualquer ditadura, nenhuma novidade. A escalada do regime ditatorial de Lula e Moraes terão consequências econômicas terríveis para o Brasil”, afirmou. Para o vereador, cabe ao Senado Federal “salvar o Brasil”.

Operação mira Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo, nesta sexta-feira (18), de uma operação da Polícia Federal determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica e, segundo apurou o UOL, foi à superintendência da PF em Brasília com carro próprio para colocar o dispositivo. A decisão também impõe restrições severas, incluindo:

  • Proibição de contato com outros réus e investigados, como seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos e atua como elo com o ex-presidente Donald Trump;
  • Recolhimento domiciliar das 19h às 7h e nos finais de semana;
  • Proibição de comunicação com embaixadores e diplomatas estrangeiros;
  • Impedimento de acesso a redes sociais;
  • Restrição de aproximação de embaixadas — em novembro de 2024, Bolsonaro afirmou que se sentia perseguido e cogitava pedir refúgio em embaixada caso houvesse ordem de prisão.

A operação foi autorizada após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências de Bolsonaro, em Brasília e no Rio de Janeiro, além da sede do PL.

As suspeitas são de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.

A defesa do ex-presidente divulgou nota dizendo que ele “recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas” e que “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”. O partido ainda não se manifestou oficialmente.

Durante a ação, os agentes apreenderam cerca de US$ 14 mil na casa do ex-presidente, em Brasília. A investigação apura se o valor poderia ser utilizado em uma eventual tentativa de fuga.

As medidas fazem parte da PET nº 14129 em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Midiamax

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