Em depoimento na delegacia, o subtenente negou que tinha relacionamento com a adolescente

A adolescente que teria sido perseguida por um subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) contou à polícia que teve de pular o portão da casa onde morava para fugir do homem. O militar foi preso e encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) após a perseguição na noite desta quarta-feira (30).
Informações obtidas pelo Jornal Midiamax são de que os fatos ocorreram por volta das 23 horas, quando a adolescente e o subtenente tiveram uma discussão. À polícia, a vítima relatou que o militar teria lhe ofendido com alguns xingamentos durante a discussão.
Em seguida, a adolescente teria pulado o portão da casa, já que ele estava trancado. Neste momento, o subtenente e a mãe da vítima saíram em busca da adolescente, que logo retornou. Na delegacia, a menor relatou que retornou ao imóvel porque a bateria de seu aparelho celular havia acabado.
No entanto, uma nova discussão se iniciou e a adolescente foi embora novamente. Logo, o subtenente teria saído correndo armado atrás da menina. Então, ela tentou ajuda com um motociclista, mas o militar teria disparado para o alto, assustando o rapaz.
Diante disso, a menor tentou ajuda com um carro, que lhe socorreu e acionou a polícia.
Militar negou namoro e disparo de arma de fogo
Ainda conforme as informações obtidas pela reportagem, a adolescente disse aos policiais que namora o subtenente há quase 2 anos, mas o relacionamento era à distância. Há cerca de 2 meses, ela e sua mãe teriam passado a residir com o militar.
Ela revelou que, no início do namoro, o subtenente era tranquilo, mas, com o tempo, passou a ficar ciumento e lhe fazer ameaças. A mudança teria relação com o fato de a mãe e o padrasto da menor morarem no imóvel do PM.
No entanto, o subtenente negou o relacionamento com a adolescente e o disparo de arma de fogo. Ele alegou à polícia que foi ele quem ligou para o 190, para informar que a menor teria fugido da residência.
O militar permanece preso e aguarda por audiência de custódia, na qual a Justiça deve decidir pela prisão preventiva ou liberdade provisória. A Corregedoria da PMMS instaurou um procedimento administrativo para investigar os fatos que envolvem o subtenente da corporação.
Motorista socorreu adolescente
Um motorista de aplicativo estava na região, voltando para casa, quando viu a garota correndo e pedindo ajuda para ele. O subtenente corria atrás da adolescente, com uma arma nas mãos.
O militar passou, então, a fazer disparos para o alto. O motorista conseguiu tirar a adolescente do local e percorreu cerca de 2 quilômetros, até que conseguiram ajuda com policiais militares. Conforme informações, a menina estava desesperada, já que havia terminado o relacionamento com o militar, mas ele não aceitava. Ela contou ao motorista de aplicativo que a mãe dela defendia o militar.
A mãe da adolescente presenciou todos os fatos, segundo o motorista. O subtenente foi preso, e a adolescente, junto da mãe, foi encaminhada para a Deam.

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