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Secretário de saúde de cidade de MS é exonerado após operação da PF indicar desvio milionário no SUS

Operação investiga o desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS). A secretária adjunta de serviços de saúde foi exonerada para assumir o cargo de secretária Municipal

Edgar Barbosa dos Santos foi exonerado do cargo de secretário Municipal de Saúde de Selvíria (MS) após a Polícia Federal deflagrar a operação Rastro Cirúrgico, na terça-feira (12). A ação investiga o desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A demissão foi publicada no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). O g1 não encontrou a defesa do ex-secretário.

A secretária adjunta de serviços de saúde foi exonerada para assumir o cargo de secretária Municipal.

Em nota a Prefeitura de Selvíria disse que não irá se manifestar. Leia a íntegra abaixo:

“A Prefeitura de Selvíria não foi cientificada da Operação Rastro Cirúrgico, que ocorreu na Secretaria de Saúde Municipal, desconhece os fatos e seus desdobramentos. E irá aguardar ser cientificada e, posteriormente, tomando conhecimento do processo, manifestará a respeito da situação.”

Rastro cirúrgico

A Polícia Federal apura crimes como apropriação indevida de dinheiro público, fraudes em licitações e irregularidades em contratos administrativos.

As investigações apontam indícios de contratos não executados, superfaturamento e preços acima do mercado em registros de preços e contratos administrativos. Também foram encontrados contratos com objetos iguais, vigência simultânea e os mesmos contratantes, o que pode ter gerado pagamentos duplicados por serviços médicos e cirurgias.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em três cidades: seis em Selvíria (MS), três em Aparecida do Taboado (MS) e quatro em São José do Rio Preto (SP). Também foram determinadas medidas como bloqueio de bens, sequestro de patrimônio e afastamento de servidores públicos. O valor bloqueado chega a R$ 5 milhões por pessoa ou empresa envolvida.

Foram apreendidos veículos, armas, motocicletas de alto valor e pedras preciosas. Além disso, uma das clínicas contratadas não existe de fato, segundo os investigadores.

G1 MS

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