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Confusão em Boate e Falsa Denúncia de Sequestro Mobilizam Polícia em Paranaíba

Motorista de caminhão inventa crime para esconder dívida de consumo e acaba detido por embriaguez ao volante

O que começou como um suposto alerta de sequestro e cárcere privado na madrugada deste sábado (24) revelou-se, após investigação, uma tentativa de ocultar um desentendimento em uma casa noturna local. Um caminhoneiro foi detido após mobilizar equipes policiais com uma história inventada para justificar danos ao veículo da empresa e ferimentos pessoais.

A ocorrência teve início por volta de 01h15, quando o proprietário de uma transportadora acionou as autoridades relatando que um de seus motoristas estaria sendo mantido refém por criminosos na região da BR-158. Segundo o relato inicial, o condutor estaria sob ameaça e o veículo sendo monitorado via satélite.

Pouco depois, informações sobre disparos de arma de fogo e um motorista ferido buscando socorro em um posto de atendimento da concessionária da rodovia reforçaram a gravidade da situação. Ao ser localizado, o homem apresentava escoriações na cabeça, extrema agitação e fala confusa.

Em depoimento preliminar, o motorista afirmou ter sido rendido por homens armados enquanto descansava. Ele relatou que foi obrigado a pedir um “resgate” de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) ao patrão e que, ao tentar fugir do cativeiro, teria sido alvo de tiros que estilhaçaram o vidro do caminhão e o atingiram na cabeça.

A farsa começou a desmoronar quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) cruzou os dados do GPS do caminhão com o depoimento do condutor, constatando que o veículo nunca esteve nos locais mencionados. Além disso, a chave Pix fornecida para o suposto “resgate” pertencia, na verdade, à proprietária de uma boate nas proximidades.

Diante das evidências, o motorista confessou a verdade: ele esteve no estabelecimento e se desentendeu com os funcionários por conta de uma conta de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais). Ao tentar sair sem pagar, o veículo foi atingido por pedras arremessadas por pessoas do local, o que causou o ferimento e a quebra do vidro. Ele admitiu ter inventado o sequestro para não ter que arcar com o prejuízo do veículo e para justificar o machucado ao empregador.

Além da confissão de fraude, o motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que confirmou a ingestão de bebida alcoólica acima do limite permitido por lei.

O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde responderá pelos seguintes delitos: Comunicação falsa de crime e Embriaguez ao volante.

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