O condutor ignorou ordens de parada durante patrulhamento na noite que antecede a Cavalgada da ExpoPar; a proprietária da moto confessou ter pedido a manobra.
PARANAÍBA (MS) – Um homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil na noite do último sábado (27), após ser flagrado realizando manobras perigosas e iniciar uma fuga em alta velocidade por diversas ruas do bairro Jardim América, em Paranaíba. O episódio ocorreu em uma região de intenso fluxo de pedestres e veículos, devido às movimentações para a Cavalgada da ExpoPar.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma guarnição em patrulhamento preventivo pela Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades de uma conveniência local, avistou uma motocicleta Honda CG Titan preta, com o para-lama dianteiro azul, sendo conduzida com a roda dianteira suspensa — manobra popularmente conhecida como “grau”.
Ao notar a infração, os policiais acionaram os sinais luminosos e sonoros da viatura, ordenando a parada do veículo. O condutor, no entanto, desobedeceu à ordem e empreendeu fuga, cruzando a Avenida Três Lagoas em altíssima velocidade e colocando em risco a integridade física de pedestres e motoristas que passavam pela via.
Após um acompanhamento tático que se estendeu por diversas vias — incluindo a Rua Altogamiz Rodrigues da Silva, Rua Ernesto Garcia Leal e Rua Andrew Robalinho de Queiroz —, a polícia conseguiu interceptar e abordar a motocicleta nas proximidades do Hotel Vila Rica. O veículo era ocupado por um casal.
Questionado pelos militares, o condutor admitiu a realização da manobra perigosa e justificou a fuga alegando ter ficado com receio da abordagem policial. Já a passageira, identificada como proprietária da motocicleta, confirmou que entregou voluntariamente a direção ao rapaz e pediu explicitamente para que ele realizasse o “grau”.
O homem foi detido e levado para a Delegacia de Polícia Civil por conduzir veículo automotor gerando perigo de dano à coletividade, além de desobediência. Segundo o registro, ele não apresentava lesões corporais e teve todos os seus direitos constitucionais assegurados.
A proprietária da moto não pôde retirar o veículo do local, pois declarou ter feito uso de substância entorpecente (maconha), não apresentando condições psicomotoras para dirigir. Como nenhum outro condutor habilitado foi apresentado, a motocicleta foi removida e encaminhada ao pátio do DETRAN local. As medidas administrativas cabíveis foram aplicadas pelas autoridades.
*Imagem meramente ilustrativa*
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