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Vigilante da PF em Corumbá é preso em operação por vazar informações a traficantes

Um vigilante da Polícia Federal em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, foi preso na manhã desta quinta-feira (15), durante a deflagração de uma operação contra grupo criminoso que transportava drogas em caminhões de minérios.  O grupo teria movimentado mais de R$ 24 milhões.

Conforme informações obtidas pelo Midiamax, o vigilante passava informações da rotina da unidade para o grupo criminoso, além de enviar fotos de apreensões feitas pelos agentes.

Ainda segundo informações, o vigilante também repassava informações sobre presos pela PF. Ele guardava drogas em casa e fazia o transporte entre a Bolívia e o Brasil, inclusive da carga apreendida em Três Lagoas.

São cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva e 7 de prisão temporária, além de ordem de sequestro e bloqueios de bens no montante de R$ 24 milhões. 

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Corumbá e são cumpridos nos Estados de MS, SP, GO e MG. A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol. 

O grupo trazia a droga da Bolívia pela fronteira de Corumbá com Puerto Quijarro e a distribuía para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Como a droga era transportada

A droga era transportada em caminhões que levavam cargas de minério de ferro, aproveitando o grande movimento desse tipo de frete na região. Para isso, o grupo aliciava funcionários de mineradoras, como supervisores e operadores de balança, e os pagava via Pix, para que os caminhões fossem carregados sem fiscalização. 

Também foram identificados esconderijos em pneus e tanques de combustível de caminhões e em cargas de grãos.

Investigações

As investigações começaram após a análise de um celular apreendido com um integrante do grupo, que levou à identificação do líder da organização criminosa, escondido na Bolívia há cerca de seis anos.

As investigações identificaram que o grupo transportava drogas em caminhões de minério de ferro e utilizava diferentes métodos para ocultar os entorpecentes, além de aliciar funcionários de mineradoras para facilitar o transporte.

Uma dessas remessas foi apreendida em Três Lagoas em agosto de 2025: eram 35 kg de cocaína e 12,5 kg de maconha escondidos dentro de um pneu. Segundo a investigação, o grupo negociou cerca de 24 toneladas de drogas no período analisado.

Fonte: Midiamax

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