O município de Paranaíba firmou acordo com o Ministério Público para cumprir em 90 dias, exigências ligadas ao meio ambiente. O prefeito Maycol Queiros reuniu se com a Promotora de Justiça do Meio Ambiente Juliana Nonato e o juiz de Direito Plácido de Souza Neto para uma audiência de conciliação, na última sexta-feira (19), onde o município assumiu compromissos, sob pena de bloqueio das verbas para a publicidade em órgãos de imprensa, promoção de festas públicas e patrocínios, cujos recursos seriam depositados em conta vinculada, até o limite do valor necessário à construção da Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos -UTR
Em entrevista exclusiva à Rádio Difusora, o chefe do Executivo admite que encontra dificuldades para a gestão do aterro sanitário que abriga o lixo coletado na cidade. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul havia feito uma manifestação ao Poder Executivo do município cobrando responsabilidades quanto a implantação da coleta seletiva de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
“ O cidadão paranaibense vai ter que tomar consciência de que é preciso separar o lixo corretamente” assinalou o prefeito. De acordo com Maycol Queiroz o início da campanha de conscientização deverá acontecer durante a realização da 59ª Expopar, quando serão utilizados telões para difundir mensagens educativas sobre as formas de separação de lixo orgânico e reciclável, com informações sobre os dias, horário e bairros onde serão coletados.
A educação ambiental deverá ser fortalecida nas escolas do município com o envolvimento de alunos da rede pública e privada. “As crianças podem ajudar a convencer os pais sobre os benefícios da coleta seletiva”, argumentou o prefeito. Na volta às aulas no segundo semestre, serão intensificadas as mensagens explicando as diferenças entre os resíduos úmido (não reciclável) e seco (reciclável).
Uma das consequências imediatas do acordo entre a Prefeitura e o Ministério Público do Meio Ambiente será o fortalecimento da Cooperativa Recicla Paranaiba (COREPA), formado por catadores de lixo da cidade.
De acordo com o prefeito serão adquiridos mais um caminhão e dobrado no número de funcionários encarregados da coleta seletiva na cidade. Outro item, considerado mais complexo que a prefeitura deverá decidir é o destino adequado do lixo coletado na cidade.
O aterro sanitário construído na gestão anterior está com sua capacidade comprometida, uma vez que todo lixo coletado está sendo destinado para aquele local. “ Se o aterro tinha previsão de suportar por cinco anos o lixo da cidade, nesse ritmo não segura três anos e vamos precisar construir novas células”, avalia o prefeito. “Não temos pessoal com capacidade para tocar o aterro e a saída pode ser a terceirização” admitiu.
“ Não vamos medir esforços para pedir apoio da população para a correta coleta seletiva de lixo e encontrar uma solução para o destino dos resíduos”, garantiu o prefeito. “Levamos um puxão de orelha do Ministério Público e graças a conciliação chegamos a um acordo. Vamos fazer nossa parte e agora dependemos do cidadão paranaibense fazer sua parte separando o lixo”, concluiu Maycol Queiroz.



