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Aos 100 anos, Dona Joana recebe Moção de Aplauso: “Um exemplo de cidadania”

Por Roberto Chamorro

Segunda-feira (18) a Moção de Aplauso 42-202 fez homenagem a Joana Cândida Rezende pelos seus 100 anos. A iniciativa do vereador Andrew Robalinho ganhou apoio de outros vereadores que se revezaram na tribuna para assinar a Moção. Na plateia, familiares e amigos da vó Joana foram assistir a homenagem.

O primeiro secretário da Mesa Diretora, vereador Lucio Freitas, na leitura dos dados biográficos ressaltou que “Completar um século de vida é pertencer à história, de uma forma mais intensa, verdadeira e rara. Dona Joana é um exemplo de cidadania, respeito e amor ao próximo, uma pessoa que carrega sempre um sorriso no rosto, dedicada à família com muito carinho e zelo, sempre ativa, que encanta à todos com sua trajetória de vida”.
“Um exemplo de cidadania”: Sem perder o ritmo.

Joana Cândida Rezende nasceu em 29 de agosto de 1923, na região do Ariranha, nas furnas dos Maricotas, em Paranaíba. Filha de Ana Cândida Rezende e Joaquim Pereira dos Santos. Sua mãe era descendente de escravos e foi mãe solteira.

Passou a infância e a juventude junto da mãe e do padrasto, Senhor Quincas Fleuri, vivendo na região do Barreiro. Um tempo na fazenda do Mané Ferreira, outro tempo na fazenda Figueira, onde o padrasto era professor.

Joana sempre foi uma mocinha alegre, inteligente e gostava de dançar nas festas de fazenda. Em 1940, aos 17 anos, conheceu o marido Zequinha Gomes em uma festa na região do Ariranha. Na época, era comum as festas em fazendas durar dias, com fartura de comida e bebida.

Herdeiro de um sítio, Zequinha Gomes casou-se com Joana na propriedade do irmão João Gomes. Em 1941, nascia a primeira filha, Oraide, iniciando uma sequência de 12 filhas e filhos, todos batizados com o nome começado com a letra “O”.

Joana criou Oraide, Onízia, Onédio, Odércio, Osni, Osmar, Osmarina, Otair, Oneida, Orlanda, Oracilda e Onides, além do Marcelino, um filho adotivo.

A árvore genealógica de Joana e Zequinha Gomes está sendo montada pelos descendentes. O marido, um conhecido líder político e festeiro da região do Alto Santana, organizador de sete Festas de Folias de Reis em sua propriedade na fazenda Folheta, quando reunia centenas de pessoas em festas regadas a muita comida e doces.

Vó Joana, como é conhecida, pediu para comemorar seu aniversário de centenário no local onde viveu os melhores dias, a antiga fazenda Folheta, atual sítio Sabiá, pertencente ao filho Osmar. Assim, reviveu no dia 26 de agosto os dias de festas recebendo centenas de familiares, vindos de diversas localidades da região e dos estados de SP e MT.

Sob o pé da frondosa figueira plantada por um dos filhos de Zequinha Gomes, os descendentes, filhos, netos, bisnetos e trinetos comeraram, beberam e dançaram em uma feliz festa de reencontro. Aos 100 anos, lúcida e resistente, Vó Joana dançou com diversos pares que se revezavam com a troca de chapéus, sem perder o ritmo e o sorriso generoso.

Edição: Alex Queiroz

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