Cassilândia já tem 09 focos de raiva bovina no Município

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A IAGRO –  Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Estado de Mato Grosso do Sul – está preocupada com a confirmação de 09 (nove) focos de raiva bovina no Município de Cassilândia. Em conversa na manhã desta quinta-feira na sede da unidade, o Cassilândia Notícias teve um “Raio X” da situação. Os focos de raiva no município de Cassilândia estão localizada nas seguintes regiões:

03 focos – na região da Serra do Faustino Vendrame sentido Árvore Grande;

01 foco – na região da Ilha do Pescador;

03 focos – na região ao fundo do Aeródromo Municipal;

02 focos – na região do Distrito do Indaiá do Sul, próximo à Vila. 

Apesar da vacinação contra raiva não ser obrigatória em Cassilândia, tendo em vista o número de focos e as suas ocorrências em diversas regiões do município, a IAGRO recomenda que o produtor rural faça a imunização de seu rebanho, inclusive com o reforço após 30 (trinta) dias da primeira aplicação.

Lojas de produtos agropecuários de Cassilândia tem comercializado a vacina de raiva pelo preço médio de R$ 1,15 (um real e quinze centavos) a dose.

Os municípios de Paraíso das Águas e Costa Rica já possuem mais de 100 focos da doença  animais mortos pela raiva.

A raiva é uma Zoonose de caráter agudo que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC) da maioria dos mamíferos e é causada pelo vírus do gênero Lyssavirus. No Estado de Mato Grosso do Sul, causa enormes prejuízos à pecuária e as suas ocorrências são favorecidas pela sua posição geográfica, em conseqüência de fatores como, topografia e clima favoráveis ao desenvolvimento das diversas espécies de morcegos.

Seguindo o protocolo, a equipe da Iagro trabalha 12 quilômetros em torno deste local onde houve o foco, orientando com relação aos cuidados que o produtor deve ter e procurando possíveis abrigos do morcego transmissor, popularmente como morcego vampiro, a atualização da vacinação e a não manipulação de animais com sintomas da raiva.

A vacinação, é um ponto fundamental segundo o coordenador dos Programas Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), o Fiscal Estadual Agropecuário, Fábio Shiroma, que explica que animais com andar cambaleante, ou que se deitam e vem a óbito de 3 a 7 dias, são suspeitos e não podem ser tocados.

Fábio alerta para a importância dos cuidados que o produtor deve ter quando da suspeita da doença nos animais. “Em hipótese alguma as pessoas devem manipular os animais com sintomatologia nervosa”, esclarece, lembrando que a raiva é uma zoonose que pode ser transmitida para o homem e não tem cura.

Portanto, toda vez que os moradores da área rural encontrarem os animais com perda de apetite, salivação, andar cambaleante, não consegue se alimentar nem se movimentar e vem a óbito entre 3 e 7 dias após; possuírem animais com sugadura por morcegos hematófagos e/ou tiverem conhecimento de abrigos com morcegos, comunicarem a Unidade Veterinária da IAGRO mais próxima e não manusearem estes animais. Caso qualquer pessoa entre em contato com animal suspeito ou venha a ser agredido por morcegos, cães, gatos, procurar imediatamente o Posto de Saúde mais próximo.

Fonte: Iagro