Revelação espontânea foi feita pela estudante à equipe escolar após atividade de conscientização sobre abuso e exploração sexual; caso foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher.
PARANAÍBA – MS | Uma palestra sobre prevenção e conscientização do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, realizada em uma escola municipal de Paranaíba, resultou na revelação espontânea de um crime contra a dignidade sexual de uma vulnerável. Uma estudante de apenas 7 anos de idade procurou a equipe responsável pelo evento para relatar abusos sofridos no ambiente familiar.
De acordo com o registro oficial, os genitores da menor encontram-se atualmente cumprindo pena em regime fechado. Em razão disso, a criança reside com seus tios (um tio e uma tia), seus irmãos e um primo.
Após o término da atividade pedagógica e informativa, a aluna buscou os profissionais da unidade de ensino para relatar uma situação vivenciada em sua casa. Durante o relato, a estudante afirmou textualmente que o primo havia praticado atos de cunho sexual contra ela.
Ao ser questionada pela equipe para que se pudesse identificar o agressor e compreender a dinâmica do ocorrido, a criança apresentou os seguintes detalhes:
A menor não soube informar o nome completo ou a idade exata do primo, mas apontou uma característica marcante ao ser indagada se ele era uma criança ou se dirigia um veículo, respondendo que ele “já dirige carro”.
A estudante relatou que, em determinado dia, o rapaz cometeu a agressão física de natureza sexual contra ela.
A vítima não soube precisar a data exata ou há quanto tempo o fato aconteceu, limitando-se a declarar que a situação ocorreu “faz muito tempo”.
Ainda durante o desabafo, a aluna explicou que, logo após o ocorrido, decidiu relatar o fato à sua tia. De acordo com a menor, a tia conversou diretamente com o autor da agressão, o qual garantiu à mulher que “não iria fazer mais” aquilo. Perguntada se o suspeito havia obedecido à ordem da tia, a criança confirmou que, após a intervenção familiar, as agressões não se repetiram.
Diante do relato detalhado configurando crime contra a dignidade sexual de criança/adolescente, as autoridades competentes foram acionadas. Um boletim de ocorrência foi formalmente registrado no final da manhã da última terça-feira (26), e o caso foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) para a abertura de inquérito e demais providências cabíveis de polícia judiciária.



