Governo de MS decide manter ponto facultativo do Carnaval

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Governador Reinaldo Azambuja defendeu o combate à aglomerações, mas alegou que ponto facultativo do Carnaval é “tradição” e que pessoas já possuem planejamento para a data, que será entre os dias 15 e 17 de fevereiro.

O governo do estado de Mato Grosso do Sul decidiu manter o ponto facultativo do Carnaval, entre os dias 15 e 17 de fevereiro. O decreto que oficializa a medida deve ser publicado ainda na tarde desta quarta-feira (3), em edição extra do Diário Oficial.

A manutenção do ponto facultativo não se refere, no entanto, a legalização de festas e aglomerações, que devem continuar proibidas nos municípios, para medidas contra a proliferação da Covid-19. Em publicação oficial do Governo do Estado, o governador Reinaldo Azambuja explicou que os servidores públicos ativos representam menos de 2% da população e que um eventual cancelamento seria ineficiente no enfrentamento da pandemia, já que o funcionalismo não pode ser penalizado.

“Você não pode tomar uma atitude de 47 mil pessoas em um universo de 2,8 milhões. Fica muito parecendo que são os funcionários públicos os culpados pelas aglomerações e não é isso. O ponto facultativo já é uma tradição. Às vezes, as pessoas já têm um planejamento de vida para o Carnaval. O que nós não podemos ter é as aglomerações. E elas não são feitas só pelos funcionários públicos, mas por todos que, muitas vezes, não têm a consciência”, afirmou Azambuja.

O governador destacou ainda que, mesmo com o início da vacinação, a população precisa manter os cuidados para evitar a proliferação do vírus, como o uso das máscaras de proteção e o distanciamento social.

Os municípios do estado podem definir se manterão ou não o ponto facultativo. Procurada pelo G1, a assessoria da prefeitura de Campo Grande ainda não respondeu qual protocolo a capital deve seguir.

Até esta quarta-feira, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o estado já havia registrado 163.003 casos de Covid-19, com 2.958 óbitos. Na capital, foram 69.516 pessoas infectadas com a doença e 1.310 mortes em decorrência do novo coronavírus.

G1MS