A polícia foi acionada para conter um homem que caminhava completamente nu e com os ânimos alterados em via pública. Ao notar a aproximação da viatura, o indivíduo tentou fugir, obrigando a equipe a realizar um acompanhamento tático. Durante a abordagem, o suspeito resistiu ativamente à prisão, sendo necessária a utilização de técnicas de contenção com força progressiva, incluindo o disparo de dois tiros de munição de elastômero (bala de borracha) e o uso de algemas.
Antes da chegada dos policiais, o homem já havia se envolvido em uma confusão generalizada nas proximidades de um espaço de eventos. Ele arremessou uma garrafa de cerveja com o objetivo de atingir um segurança, porém errou o alvo e acertou uma testemunha, causando-lhe lesões corporais. Logo após, o agressor entrou em luta corporal com outro cidadão, que chegou a ameaçá-lo com uma faca para se defender. O suspeito, que já cumpre pena e faz uso de tornozeleira eletrônica, apresentava diversas escoriações pelo corpo devido aos confrontos.
O caso tomou proporções mais graves dentro da Delegacia de Polícia Civil. Durante o registro da ocorrência, o homem passou a desacatar e a proferir ameaças diretas contra a equipe policial, afirmando não ter medo de voltar à prisão ou de ter o seu regime de pena regredido.
O detido, que é portador de HIV, passou a fazer gestos de que cuspiria nos agentes a todo momento e ameaçou infectá-los jogando saliva ou sangue contra as equipes. Devido à extrema agressividade e ao risco biológico de contágio, a autoridade policial deliberou pelo isolamento temporário do indivíduo em uma cela vazia até que ele se acalmasse para assinar o termo de compromisso.
Mesmo encarcerado, ele continuou tentando cuspir e lançar fluidos nos policiais, sendo necessária a utilização técnica de uma tonfa (bastão policial) de forma defensiva para resguardar a integridade física dos servidores. O homem permaneceu recolhido sozinho na cela para a segurança dele, dos policiais e do público presente na unidade produtora de segurança.



