Homem que matou esposa e filha após ‘ordem divina’ denunciou o desaparecimento delas há menos de 3 meses

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Assassino confesso, de 57 anos, foi até a delegacia em agosto para registrar desaparecimento. Médico legista afirmou que corpos estavam na casa em que ele morava com a família há no mínimo 4 meses.

O homem de 57 anos que confessou ter matado a esposa de 48 anos e a filha de 20 anos nesta terça-feira (2) após afirmar ter recebido uma “ordem divina” denunciou o desaparecimento das duas em agosto deste ano, em uma delegacia de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

Os corpos delas foram encontrados na casa da família e estavam em avançado estado de putrefação, no local há no mínimo 4 meses, de acordo com o médico legista.

Segundo o boletim de ocorrência registrado em Pedro Juan Caballero no dia 22 de agosto de 2021, o assassino confesso compareceu à delegacia da cidade com a sogra, de 68 anos, denunciando que a esposa dele teria desaparecido após levar a filha para Ciudad del Este, município que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná.

Conforme o depoimento do homem à época, a viagem teria sido planejada pela família para a jovem receber um tratamento de um transtorno mental e deveria durar 15 dias. Como elas não teriam regressado, o marido foi com a sogra registrar a ocorrência de desaparecimento.

Corpos encontrados

Polícia paraguaia no local do crime, em Pedro Juan Caballero — Foto: Polícia Nacional Paraguai/Divulgação

Nesta terça-feira (2), dois meses e meio após o registro do desaparecimento, um vizinho da casa chamou o Corpo de Bombeiros por sentir um mau cheiro vindo do local. A Polícia Nacional do Paraguai também foi acionada e conseguiu um mandado de buscas na residência da família.

Lá dentro, bombeiros e policiais encontraram os corpos de mãe e filha em avançado estado de putrefação, deitados em camas separadas. Conforme o médico legista Cesar González Haiter, elas teriam sido mortas há cerca de 4 meses. Os corpos, segundo ele, estavam sem os órgãos.

Equipes de criminalística da Polícia Nacional do Paraguai foram até o local para prender o suspeito do crime e investigar de que modo as mulheres foram assassinadas. De acordo com o médico legista, não há marcas de violência nos cadáveres. Ainda de acordo com o Ministério Público paraguaio, o homem morava com outros três filhos homens, um jovem de 22 anos e dois adolescentes, de 15 e de 17 anos. Eles continuaram vivendo normalmente na residência mesmo com os corpos no local.

A polícia também indiciou o filho mais velho por participação no crime. Apesar de serem imputáveis no Paraguai, os menores de idade passarão por avaliação psicológica antes da Justiça definir se eles serão indiciados com o irmão e o pai. O caso segue em investigação.

G1MS