Iniciativa de juiz do DF é finalista em prêmio para lideranças negras

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Magistrado Fábio Esteves criou o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Negros, em 2016. Projeto é um dos cinco finalistas em categoria de lideranças públicas

O Encontro Nacional de Juízes e Juízas Negros (Enajun), iniciativa do juiz Fábio Esteves, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), é um dos cinco finalistas do prêmio Desafio lideranças públicas negras, promovido pelo projeto Catálise. A premiação visa reconhecer propostas que gerem oportunidades em posições de destaque para profissionais negros no setor público.

A iniciativa do finalista do Distrito Federal concorre com os projetos: Abayomi Juristas Negras, do Recife; a Rede MulherAções Neabi-Ufac, de Rio Branco; a Coordenação de Promoção da Equidade Racial na Defensoria Pública do Estado do RJ, da capital fluminense; e com a proposta Ações Afirmativas no Serviço Público: Uma Urgência, de Campinas (SP). A iniciativa vencedora será escolhida pelo público.

O encontro

O Enajun surgiu em 2016, concebido pelo magistrado Fábio Esteves, para reunir a magistratura negra brasileira e pautar os impactos do racismo no Poder Judiciário. O primeiro encontro ocorreu em maio de 2017, em Brasília, com uma reunião entre juízes negros e não negros, além de integrantes da sociedade civil de todo o país. O intuito era promover debates sobre a identidade da magistratura negra e o papel dela para enfrentamento do racismo

O magistrado é juiz do TJDFT e ex-presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal e dos Territórios (Amagis). Graduado em direito pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), ele é especialista em direito público e, atualmente, doutorando em direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, além de professor de direito constitucional da Escola da Magistratura do Distrito Federal.

Correio Braziliense