Justiça solta suspeito de assassinato em cachoeira de Campo Grande e de estupro de criança

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Está solto desde o último sábado (7) Leandro Pereira Florenciano, 35 anos, que é suspeito de dois crimes, o assassinato de Gleisom da Silva Abreu, 26 anos, achado sem vida em maio do ano passado, nas pedras da cachoeira no Inferninho, em Campo Grande, e também pelo estupro de uma criança de 8 anos.

Florenciano foi preso temporariamente, em 26 de abril deste ano, pela suspeita do assassinato, junto com outro homem, Agnaldo Freire de Mariz. Essa ordem de encarceramento foi primeiro de 30 dias e depois de mais 30, sob o principal argumento de assegurar a coleta de provas.

O prazo venceu, mas Leandro seguiu atrás das grades porque durante as apurações do assassinato, foi descoberta a suspeita de estupro contra a criança e decretada a prisão preventiva por esse outro fato.

O promotor responsável pela acusação, Marcos Alex Vera, confirmou que a criança mudou a versão dada na delegacia, inocentando Leandro.

Isso tem impacto direto na decisão do juiz de colocar o réu em liberdade. A acusação agora deve ser ajustada, com o enquadramento passando a ser de omissão e não mais de estupro de vulnerável.

Responderá em liberdade

Esse inquérito foi relatado, a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e, na semana passada, depois de depoimento do menino, o juiz responsável pelo procedimento, Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal, decidiu que o acusado poderia responder em liberdade.

“Em relação ao processo de estupro, a vítima em audiência atestou a inocência de Leandro. Falou repetidas vezes, assistida por uma assistente social e sob o contraditório ofertado pelo Ministério Público”, afirmou o advogado de defesa de Leandro, Gustavo Sscuarcialupi sobre a liberação de Leandro.

A argumentação defensiva é de que a violência sexual relatada pelo menino foi cometida pelo marido de Leandro, Emerson Borcheidt, que cometeu suicídio no dia da operação para prender o suspeito.

“Não é a defesa que alega isso, mas o próprio menor confirmou que Leandro nunca abusou dele”, completa o advogado.

E o assassinato

Com relação à morte de Gleisom, o inquérito está em andamento na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) e Leandro segue como suspeito de ter matado a vítima em meio a uma trama que envolve um golpe financeiro.

O jovem morto foi visto pela última vez no dia 30 de abril de 2020, em frente a um supermercado no bairro Nova Lima, região norte da capital. Ele estava acompanhado de dois homens. O corpo dele foi encontrado sobre as pedras da cachoeira do Inferninho no dia primeiro de maio de 2020, depois de dois dias desaparecido.

Também apontado como envolvido, Agnaldo Freire de Mariz continua preso, por também ser acusado de crime de violência sexual, contra uma terceira criança.

G1MS