spot_img
InícioDestaquesMPMS apura contaminação de solo por derramamento de óleo em galpão rodoferroviário...

MPMS apura contaminação de solo por derramamento de óleo em galpão rodoferroviário de Chapadão do Sul

Inquérito civil investiga falhas no controle ambiental que resultaram em dano ao solo às margens da MS-306

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para investigar a contaminação do solo causada por derramamento de óleo em galpão rodoferroviário localizado na Rodovia MS-306, em Chapadão do Sul, onde opera uma empresa do setor de armazenagem, transporte e transbordo.

A apuração foi iniciada após o recebimento pela 2ª Promotoria de Justiça do município de Auto de Infração e Laudo de Constatação elaborados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Os documentos apontaram falhas graves no sistema de controle ambiental, como a não implantação da caixa separadora de água e óleo, a ausência de impermeabilização do piso e o armazenamento inadequado de óleo, resultando em contaminação direta do solo.

O laudo indicou ainda que os resíduos eram mantidos sem cobertura, sem canaletas de contenção e em desacordo com as normas ambientais vigentes, caracterizando irregularidade e risco significativo ao meio ambiente.

Conforme os documentos encaminhados ao MPMS, a vistoria do Imasul constatou que a empresa não executou o projeto de controle ambiental previamente aprovado, permitindo o vazamento de óleo na área da oficina e provocando a degradação do local. A situação resultou em autuação administrativa e multa no valor de R$ 10 mil.

Como primeiras providências, o MPMS expediu ofício ao Imasul para envio, em 30 dias, da cópia integral do processo administrativo referente ao Auto de Infração e ao Laudo de Constatação. A empresa responsável também foi notificada a apresentar informações sobre medidas já adotadas, matrícula atualizada do imóvel, posse legítima, regularização do armazenamento de óleo e eventual interesse em solucionar o caso por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O caso também foi encaminhado ao Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS para a produção de arquivo KML (utilizado para armazenar dados geográficos), conforme exigência de Portaria Conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O arquivo será integrado ao banco de dados do Sistema de Informações de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental do Poder Judiciário (Sirenejud), auxiliando no monitoramento georreferenciado de áreas com passivos ambientais.

Fonte: MPMS

MAIS LIDOS