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Mulher de Rio Preto pega quase 23 anos por stalker contra homem de Paranaíba e mais 15 vítimas

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba, obteve um importante resultado no enfrentamento a crimes cometidos no meio virtual. Uma mulher de 36 anos, residente em São José do Rio Preto/SP, foi condenada pelo Poder Judiciário de Paranaíba/MS a 22 anos, 9 meses e 16 dias de reclusão, após extensa investigação conduzida pela DAM que identificou ao menos quinze vítimas. Embora a sentença ainda não tenha transitado em julgado, ela reforça a solidez e a qualidade técnica do trabalho policial.

A investigação foi iniciada após o registro de perseguições reiteradas, ameaças e ataques virtuais que duraram aproximadamente dois anos. Uma das vítimas, ex-companheiro da investigada, havia se mudado de São José do Rio Preto para Paranaíba e, ao descobrir seu novo endereço, a autora passou a divulgar acusações falsas de que a vítima seria “estuprador de crianças” e teria mandado de prisão em aberto. A DAM imediatamente entrou em contato com a Polícia Civil do Estado de São Paulo, confirmando que as acusações eram totalmente infundadas. Ainda assim, as perseguições se agravaram, e familiares, amigos e empregadores da vítima também passaram a ser atingidos, sofrendo danos emocionais, profissionais e sociais.

Ao longo da investigação, verificou-se que a suspeita adotava estratégias para ocultar sua identidade, utilizando chips telefônicos cadastrados em nome de terceiros — incluindo das próprias vítimas — e perfis falsos em redes sociais como Facebook, WhatsApp e Instagram. Após a quebra de sigilo telemático autorizada pelo Judiciário, diversos desses perfis e linhas telefônicas foram vinculados à investigada. As diligências revelaram ainda que a autora chegou a ingressar com ação judicial alegando abandono afetivo e anexou prints de conversas que, segundo as vítimas, eram montagens destinadas a induzir o Judiciário a erro.

Diante da identificação da autoria e da continuidade das condutas, a DAM representou pela prisão preventiva e pela busca domiciliar da investigada. As medidas foram deferidas pelo Judiciário e cumpridas no dia 30 de setembro de 2024, ocasião em que a autora foi presa em São José do Rio Preto/SP, permanecendo detida desde então. A prisão foi fundamental para cessar as perseguições e garantir a ordem pública.

Após o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público e a conclusão da ação penal, o Judiciário proferiu sentença condenatória pelos crimes de denunciação caluniosa, ameaça, falsa identidade, perseguição (stalking), falsidade ideológica, invasão de dispositivo informático e injúria racial, totalizando mais de 22 anos de reclusão.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul reafirma seu compromisso com o enfrentamento rigoroso aos crimes digitais. A condenação demonstra a importância do trabalho técnico, meticuloso e responsável realizado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba/MS, que atua diariamente na defesa dos direitos fundamentais e na preservação da dignidade das vítimas.

FONTE: DAM PARANAÍBA

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