O vereador Marcos Carenga apresentou moção de pesar pela morte de Dona Thereza Martins Seraguci, falecida no dia 4 de junho de 2021.

0
664

Conheça a história de vida de Dona Thereza:

Dona Thereza Martins Seraguci nasceu em 15 de outubro de 1939 na cidade paulista de Palmares, região de Catanduva. Filha de José Martins (descendente de espanhóis) e Odília Piveta Martins (descendente de italianos). Nos anos seguintes saíram em busca de novas terras e chegaram na região onde participaram da construção da cidade de Auriflama, também no Estado de São Paulo, região de Araçatuba.

Em Auriflama, Dona Thereza ajudava a família nas plantações de café. Cresceu no trabalho da roça e conseguiu mesmo assim estudar até a 4ª série primária.

Ainda adolescente, casou-se com Orlando Seraguci. Seu esposo, como de costume à época, recebeu um pedaço de terra do pai e o casal foi construir a vida no cultivo de seu próprio cafezal.

Na chácara da família, próximo à cidade que era construída com o trabalho das famílias que chegavam de outras regiões (principalmente descendentes de italianos e espanhóis), vivendo da cultura do café, o casal teve seus quatro filhos: José Carlos, Valter, Maria Lúcia e Márcio Lúcio. Todos ajudavam na labuta da lavoura.

Dona Thereza sempre ajudou seu esposo Orlando nas plantações. Ela ajudava na roça, cuidava das crianças e ainda pegava serviços de costura para melhorar a renda da família.

Era uma exímia costureira. Fazia roupas simples e até confecção de ternos. Fazia e vendia queijos. O esposo criava abelhas e vendia mel.

Com o tempo, acharam que precisavam crescer. Venderam a chácara e adquiriram um sítio mais longe da cidade, com terra bruta. O casal, com a ajuda dos filhos, partiu para a derrubada das matas no machado e enxadão.

Plantavam milho e arroz e, na mesma terra, plantavam o capim colonião e a pangola (de muda), fazendo as covas no enxadão, no meio das plantações, de onde eram formadas as pastagens.

Nas terras novas, de qualidade, produziam de tudo. Milho, arroz e depois com capim colonião nas terras altas, pangola nos piquetes e jaraguá nas baixadas, adquiriram o gado de leite e viveram e formaram seus filhos daquele pequeno pedaço de terra. Dona Thereza ajudava Seu Orlando na roça e ia para o curral tirar leite das vacas leiteiras.

Para ajudar na despesa, fazia queijo, criava galinhas, produzia ovos, onde tudo era vendido na cidade. Tinha as freguesas fixas. Ainda costurava para fora. Sempre tinha o seu dinheirinho suado.

Na década de 80, a família tinha uma área de terra em Auriflama e outra no município de Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, recebida de herança da família. Em 1985 venderam o sítio de Auriflama, adquiram mais terras no Novo Estado, implantado em 1979, seis anos antes.

Nesta época, década de 80, muita gente hoje estabelecida em Paranaíba, veio do interior do Estado de São Paulo, na esperança da construção do novo Mato Grosso do Sul, que prometia prosperidade.

A fazenda era no município de Aparecida do Taboado, mas mantinham residência em Paranaíba, onde já tinha membros da família instalados. José Carlos Seraguci foi o primeiro a vir para cá. O irmão Valter Martins já estava por aqui também.
Novo desafio, formar novas pastagens nas terras brutas. Foram para a lida mais uma vez, formando pastagens, criando gado de leite.

Mais uma vez Dona Thereza foi para o curral ajudar Seu Orlando na ordenha. Também fazia seus queijos, criava galinhas, produzia ovos e os vendiam em Paranaíba para ajudar na despesa da família. Aqui, os filhos já estavam todos formados. Os quatros são professores.

Até há poucos meses, antes da velhice tomar conta, criava suas galinhas na casa da cidade e vendia ovos para sempre ter um dinheiro com ela.

Seu Orlando faleceu em 2014 e Dona Thereza faleceu no dia 4 de junho de 2021, aos 81 anos de idade. Deixou quatro filhos, sete netos e cinco bisnetos.