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Operação “Suppressio” desarticula célula de facção criminosa responsável por onda de homicídios na região

Em coletiva à Rádio Difusora, Polícia Civil detalha prisões e elucidação de crimes violentos em Paranaíba e cidades vizinhas

PARANAÍBA – Em uma resposta direta ao avanço da criminalidade organizada, a Polícia Civil de Paranaíba realizou uma coletiva de imprensa na tarde de ontem (07) para detalhar o sucesso da Operação Suppressio. A reportagem da Rádio Difusora, acompanhada pelo repórter Cleiton Neto, esteve na 1ª Delegacia de Polícia para ouvir as autoridades sobre a desarticulação de um grupo responsável por uma série de homicídios que assustaram Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

O Delegado Regional, Dr. Lúcio Barros, abriu a coletiva parabenizando o empenho de toda a equipe policial. Segundo ele, o trabalho integrado entre delegados, investigadores e escrivães foi o que garantiu o êxito da missão e devolveu a sensação de segurança à comunidade. “Ninguém guardou informação; o cruzamento de dados entre as unidades permitiu que chegássemos a esses resultados importantíssimos”, afirmou o delegado.

O estopim para a investigação foi o homicídio ocorrido em 13 de abril, no bairro Cohab Santa Rita, em Paranaíba. Durante a coletiva, o titular da 1ª DP, Dr. Igor Mendes Ferreira de Faria, explicou que o crime foi marcado por extrema crueldade, com o uso de arma 9mm.

O Dr. Iago Adonis Ismerim, que presidiu o inquérito, revelou ao repórter Cleiton Neto detalhes impressionantes sobre a frieza dos executores. “A conversa inicial entre os criminosos e a vítima foi amistosa, apenas para baixar a guarda. Quando o alvo virou de costas para entrar em casa, foi executado com 13 disparos”, relatou o delegado. A investigação descartou brigas comuns e confirmou que se tratava de uma ação direta de facção criminosa em busca de expansão territorial.

A operação atravessou as divisas do estado. O delegado Dr. Gustavo Fernal liderou a equipe que viajou até Rondonópolis (MT) para capturar os executores. Ele destacou que a localização de Paranaíba, na divisa com Minas Gerais, Goiás e próxima a São Paulo, torna a cidade estratégica para as facções, o que exige um combate interestadual rigoroso.

Mesmo com tornozeleiras eletrônicas desligadas e a tentativa de destruição de aparelhos celulares no momento da abordagem, os policiais conseguiram prender os indivíduos. Um deles, em entrevista preliminar, confessou não apenas o crime em Paranaíba, mas também participações em atentados em Aparecida do Taboado e Três Lagoas.

A colaboração entre as delegacias da região foi um dos pontos altos destacados na coletiva. Graças ao interrogatório dos presos, a polícia conseguiu localizar uma motocicleta escondida em uma mata na Lagoa Maior, em Três Lagoas. O veículo havia sido utilizado em um atentado contra um casal em um estabelecimento de lanches daquela cidade.

Ao final da coletiva, o Dr. Iago enfatizou que os detidos devem enfrentar as penas máximas previstas na nova legislação brasileira. “Trata-se de homicídio qualificado e organização criminosa. Com as novas regras, a pena pode chegar a 40 anos, com uma progressão de regime extremamente rigorosa”, concluiu.

A Operação Suppressio (do latim, supressão) atinge o objetivo de frear o avanço desse novo braço armado na região, mantendo o compromisso das forças de segurança em impedir que grupos organizados criem raízes no município de Paranaíba.

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