O pagamento de outubro do Bolsa Família começa nesta segunda-feira (19) e deve ser adiantado para a maior parte dos beneficiários. Em Mato Grosso do Sul, 56.159 famílias — moradoras de Campo Grande, Ivinhema e Deodápolis — recebem o benefício antecipadamente, devido ao estado de emergência relacionado ao El Niño.
O Governo Federal justifica o adiantamento, a menos de uma semana do segundo turno das eleições, como ação preventiva para diminuir os efeitos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis. A medida valerá também para novembro e dezembro, meses críticos do fenômeno.
Campo Grande, com 50.833 famílias beneficiárias, teve emergência reconhecida por 180 dias após vendaval em setembro. Já Deodápolis, com 767 famílias recebedoras de Bolsa Família, e Ivinhema, com 4.559 famílias inscritas no programa social, estão em situação de emergência por causa de tempestade de granizo.
Vale lembrar que este é o primeiro mês após o reajuste de 15% do Bolsa Família. Agora, o valor mínimo do benefício passa a ser R$ 691, mas o pagamento pode ser maior dependendo das individualidades de cada família.
Calendário de pagamentos
Normalmente, o depósito é realizado nos últimos dez dias de todo mês. Dessa vez, o dinheiro cairá na conta de todos os beneficiários até quarta-feira (21).
Beneficiários com NIS (Número de Inscrição Social) terminado em 1 receberão os pagamentos nesta segunda-feira (19). Na terça-feira (20), será a vez de quem tem NIS final 2. O calendário será unificado na quarta-feira (21), com o pagamento, na mesma data, aos beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
Em Mato Grosso do Sul, 192.267 famílias recebem o repasse federal. No total, 535.011 pessoas devem ser beneficiadas, com valor médio de R$ 805,45. O total investido neste mês passa de R$ 154,4 milhões.
Para receber o benefício, as famílias devem manter o CadÚnico atualizado, atender aos critérios do programa e cumprir as condicionalidades de saúde e educação. Entre elas, estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, a vacinação em dia e o acompanhamento pré-natal das gestantes.
El Niño
Nos meses de agosto e setembro de 2026, ocorreram 518 reconhecimentos federais de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública — mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior (253), segundo o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).
Os principais motivos desta alta foram as tempestades do Sul e a estiagem no Nordeste. Com a previsão de intensificação dos efeitos do El Niño, o Ministério decidiu unificar os pagamentos para facilitar o enfrentamento aos desastres climáticos, como já ocorreu em outros momentos emergenciais.
“A unificação do calendário amplia a capacidade das famílias beneficiárias de se prepararem para os efeitos da seca, da escassez hídrica, das inundações e das interrupções no abastecimento. A medida é um instrumento de proteção social adaptativa, especialmente diante do risco de agravamento da insegurança alimentar e de comprometimento dos meios de subsistência das populações mais vulneráveis”, justifica o MDS.
Fonte: Midiamax




