Uma pessoa procurou a polícia para relatar ter sido vítima de um golpe que resultou em um prejuízo de R$ 13.849,00 (treze mil, oitocentos e quarenta e nove reais). O crime se deu por meio de contato feito via WhatsApp, utilizando a imagem e o nome de um escritório de advocacia legítimo, do qual a vítima é cliente.
O contato inicial, vindo de um número desconhecido, informava sobre a autorização de um pagamento judicial referente a um processo em que a vítima é parte.
Na mesma data, a vítima recebeu uma ligação telefônica do mesmo número. A pessoa do outro lado da linha, que se identificou como funcionária do fórum, orientou a vítima a realizar uma “simulação de pagamento bancário”, alegando que o procedimento era essencial para o recebimento do valor da ação judicial.
Acreditando na informação, pois realmente aguarda um pagamento judicial por meio dos processos conduzidos por sua advogada, a vítima efetuou duas transações financeiras:
Um PIX no valor de R$ 8.849,00 para uma chave aleatória em nome de um indivíduo e um pagamento de um boleto bancário de R$ 5.000,00, que tinha como recebedor uma conhecida plataforma de pagamentos.
Somente após verificar que o saldo em sua conta bancária estava devedor e contatar diretamente o escritório de advocacia, a vítima descobriu que nenhum funcionário havia feito tal contato, confirmando ter caído em um golpe.
A vítima comunicou imediatamente o ocorrido às instituições financeiras, onde foi orientada a registrar o boletim de ocorrência para as providências legais.
Fique atento(a): Escritórios de advocacia e o Judiciário geralmente não solicitam simulações de pagamentos, nem pedem depósitos via PIX ou boleto para liberação de valores de ações. Em caso de dúvida, sempre entre em contato diretamente com seu advogado(a).



