
Criminosos usaram engenharia social e aplicativo malicioso para acessar sistema bancário da empresa e realizar transferências não autorizadas.
A Polícia Civil investiga um caso de estelionato e fraude eletrônica que causou um prejuízo de R$ 14.900 a uma panificadora de Paranaíba.
O caso foi registrado na quinta-feira (20), na 1ª Delegacia de Polícia do município, após o representante legal da empresa procurar a unidade policial para denunciar a invasão das contas bancárias.
Segundo o Boletim de Ocorrência, os criminosos prepararam o golpe durante aproximadamente uma semana.
Eles entraram em contato com funcionários da panificadora pelo WhatsApp, utilizando um número com DDD 11, e se passaram por representantes da empresa responsável pelas máquinas de cartões utilizadas pelo estabelecimento.
Golpistas ganharam a confiança dos funcionáriosDurante vários dias, os suspeitos mantiveram contato com os colaboradores e abordaram assuntos relacionados a supostos reajustes e alterações nas taxas cobradas pelas operações realizadas nas máquinas de cartão.
A abordagem, com informações técnicas e conversas frequentes, teria sido utilizada para conquistar a confiança dos funcionários e dar aparência de legitimidade ao golpe.
Na tarde de quarta-feira (19), os criminosos enviaram um link pelo WhatsApp, alegando que seria necessário atualizar o sistema de taxas.
Ao acessar o endereço, a vítima instalou um arquivo no formato APK, utilizado para aplicativos Android.
De acordo com o registro policial, o arquivo era malicioso e possibilitou aos criminosos o acesso remoto ao aparelho.
Acesso ao banco e prejuízo financeiroCom o controle do dispositivo, os golpistas conseguiram acessar o aplicativo bancário PagBank utilizado pela empresa e realizar diversas movimentações financeiras sem autorização.
Após efetuarem as transações, os criminosos ainda apagaram o histórico das conversas no WhatsApp, em uma tentativa de dificultar o rastreamento da ação e eliminar possíveis provas.
A Polícia Civil solicitou informações sobre as contas bancárias envolvidas para tentar identificar o destino dos valores transferidos.
O número utilizado pelos criminosos e os dados bancários da empresa também estão sendo analisados pelos investigadores.O caso segue em investigação.



