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Condutor faz manobra perigosa em frente a policiais, resiste à prisão e é liberado após médico plantonista não atender chamadas

Um homem foi detido pela Polícia Militar após realizar uma manobra perigosa, conhecida como “cavalo de pau”, em uma avenida de intenso movimento. O motorista, que conduzia um veículo de passeio de cor prata, quase perdeu o controle da direção e colocou em risco pedestres que transitavam pela região. A ação ocorreu bem em frente a viaturas que realizavam patrulhamento preventivo no local.

Após a manobra, as equipes iniciaram um acompanhamento tático e conseguiram abordar o veículo em uma rua próxima. O passageiro acatou as ordens de forma correta, mas o motorista desembarcou exaltado, gritando que não seria revistado por ser parente de um militar. Diante da resistência agressiva e para garantir a segurança da equipe, os policiais precisaram aplicar força moderada e algemar o condutor, que se jogou propositalmente no chão durante a contenção, sofrendo uma escoriação na testa.

O homem recebeu voz de prisão em flagrante por direção perigosa e resistência. Já na Delegacia de Polícia Civil, ele admitiu ter ingerido bebidas alcoólicas, mas recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Devido aos sinais visíveis de embriaguez — como odor etílico, roupas desajustadas e fala desconexa —, os agentes elaboraram um Termo de Constatação de Embriaguez e emitiram uma nova voz de prisão pelo crime de trânsito. Na sala de registros, após ter as algemas retiradas, o motorista passou a dar socos na própria cabeça, ato que foi gravado pelo circuito interno de monitoramento.

Apesar da prisão efetuada pelos policiais militares, o flagrante não pôde ser formalizado pela Polícia Civil. Devido à recusa do bafômetro, a autoridade policial tentou acionar o médico legista de plantão para realizar o exame clínico oficial, seguindo a escala do núcleo de perícias do mês corrente. No entanto, o médico plantonista não atendeu às ligações feitas tanto pelo telefone oficial da delegacia quanto pelo celular particular do investigador de plantão.

Sem o resultado do bafômetro e sem o laudo do médico legal, o delegado plantonista optou por não lavrar a prisão em flagrante. O condutor foi liberado no local, e o caso será investigado por meio de um procedimento instaurado por portaria.

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