Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres lembrará “Dia de Combate ao Feminicídio” em Paranaíba

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Em Paranaíba, a Prefeitura, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, prepara campanha para lembrar o “Dia de Combate ao Feminicídio”, decretado pelo Estado de Mato Grosso do Sul em 2018 para ser lembrado no dia 01 de junho. Desde a sanção da Lei nº13.114/2015 até os dias de hoje seis mulheres foram vítimas de feminicídio.

A Coordenadoria em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Defensoria Pública, a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), o CAM (Centro de Atendimento à Mulher), a Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e a seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Paranaíba lembrarão a importância da denúncia de violências contra a mulher por meio dos telefones 3503-1266 ou 981051266 (DAM), 190 (Polícia Militar) e 180 (Central de Atendimento à Mulher).

A campanha trará informações importantes para identificar e denunciar a violência. “A maioria das mulheres sofre calada, por vergonha, medo ou por não saber a quem pedir ajuda”, explica Wanice Luciana, coordenadora de Políticas Públicas.

A Lei nº13.104/2015 alterou o Código Penal Brasileiro e tornou o feminicídio um crime de homicídio qualificado. “Esta lei é fundamental para o combate à violência contra a mulher, mas ainda é preciso fazer mais. O combate de violência contra a mulher é uma mudança cultural, pois o machismo está arregado na sociedade e precisa trabalhar isso na base, desde a educação nas escolas até mesmo dentro de casa, porque é só assim que essa cultura vai acabar”, enfatizou.

Wanice destacou o avanço à proteção de mulheres vítimas de violência e punição dos agressores através da sanção da Lei do Feminicídio e ressaltou como identificar as situações que identificam a violência.

“Mulheres vítimas de agressão costumam relatar acidentes com frequência, apresentar lesões incompatíveis com os relatos dos acidentes, ter hematomas, queimaduras, contusões e fraturas. Há situações de humilhações diante de familiares e amigos, restrição de liberdade, como ser proibida de trabalhar, estudar e sair de casa. Outros sinais que são relatados por parte da vítima de violência são dores de diversas naturezas, isolamento e mudanças frequentes de emprego ou endereço, baixa autoestima, insônia, medo e sentimento de culpa e depressão, além de transtornos alimentares”.

Luana Chaves