Deputados conseguem assinaturas para tramitação de projeto de lei sobre comercialização de queijo falso

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De autoria do deputado João Henrique, e com votação em regime de urgência, ele protege a bacia leiteira, os produtores, a indústria do leite de MS e o consumidor contra produtos semelhantes ao queijo

Pensando em adquirir o melhor produto para sua família você vai ao supermercado, à padaria ou à lanchonete e compra algumas gramas de muçarela, chipas, bolinhas de queijo ou aquele cheese-burguer de dar água na boca. Mas já parou para pensar se o queijo contido nestes produtos é mesmo 100% derivado do leite ou apenas parece que é? Cuidado, você pode estar sendo enganado!

Para acabar com isso, os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul conseguiram assinaturas para tramitar, em regime de urgência, um projeto de lei de autoria do deputado João Henrique (PL) que obriga estabelecimentos comerciais do ramo alimentício a informar aos clientes quando utilizarem produtos semelhantes ao queijo – sim, isso existe, e muito! No produto em questão deverá constar a mensagem: “Este produto não é queijo”.

“Esta ação ocorre em regime de urgência para justamente proteger a bacia leiteira do Estado, os produtores de leite, os fabricantes dos produtos além da saúde do consumidor, que não pode comprar gato por lebre. É preciso informar ao consumidor sobre o que ele está comprando, se é 100% queijo ou não”, explica o deputado João Henrique.

O projeto foi apresentado por conta dos graves prejuízos que esta prática pelos estabelecimentos comerciais está causando aos produtores de leite do Estado, tanto da região de Campo Grande quanto para os do Bolsão de Mato Grosso do Sul, o Vale do Ivinhema, que têm amargado prejuízos nos últimos anos, com a desvalorização dos legítimos produtos derivados do leite e, consequentemente, do preço.

“Trata-se de um projeto inovador, que certamente protegerá a bacia leiteira, aumentará a arrecadação e o lucro do produtor de leite e do fabricante destes derivados. O valor dos produtos semelhantes ao queijo, requeijão e outros lácteos são mais baratos que os legítimos produtos derivados do leite, fazendo com que os estabelecimentos comerciais do ramo alimentício os priorizem. Isso é gravíssimo para a economia do Estado. É preciso socorrer os produtores de leite das regiões do Bolsão, do Vale do Ivinhema, em cidades como Paranaíba, Água Clara, Cassilândia, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, Dourados, entre vários outros municípios que se dedicam a esta produção”, diz o deputado.

O ganho real do produtor com este projeto, segundo o deputado, será enorme, porque ele voltará a ter seu produto respeitado, verá crescer o consumo de produtos originais e legais; e o consumidor ganha também em saúde, porque os produtos lácteos são de excelente qualidade, ricos em cálcio, vitaminas e proteínas, ao contrário dos demais, que contêm amido, gordura vegetal hidrogenada, esta altamente cancerígena~.

João Henrique esclarece que há tempos a indústria e os mercados já se adequaram, trazendo informações nutricionais nos rótulos dos produtos análogos ao queijo, requeijão e outros lácteos. “Então, quem compra desses estabelecimentos produtos tem consciência do que está comprando sem equívocos ou enganos, diferente do consumidor que compra uma bolinha de queijo frita, uma pizza de muçarela ou um pastel de queijo e não sabe se o que está consumindo é queijo de verdade ou não”.