Homem preso por armazenar 262 kg de explosivos embaixo da cama fica em prisão domiciliar após audiência

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Cunhada dele, também presa em flagrante pelo mesmo crime, teve medidas restritivas de liberdade determinadas pela Justiça em MS. Já os explosivos foram encaminhados para perícia.

O homem de 26 anos, preso com 262 kg de explosivos embaixo da cama, onde ele dormia com a esposa, em Campo Grande, teve o flagrante convertido em prisão domiciliar. Já a cunhada dele, de 24 anos, que também passou por audiência de custódia, nesta quinta-feira (17), teve medidas restritivas de liberdade determinadas pela Justiça.

Conforme a investigação, ambos não possuíam antecedentes criminais e devem responder por posse ilegal de artefato explosivo, com pena que varia de 3 a 6 anos de prisão. Já os explosivos e o cordel detonador foram encaminhados para perícia e, conforme a polícia, devem ser detonados após análise, com o apoio da Delegacia Especializada em Repressão à Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).

Polícia recebeu denúncia

A investigação diz que recebeu uma denúncia anônima e fez buscas por 10 dias, até identificar os envolvidos e ir até o endereço do homem e da cunhada dele. No primeiro caso, os policiais foram até o Jardim Aeroporto e, mesmo o homem negando que não havia nada de ilícito no imóvel, ele permitiu as buscas e os policiais acharam as bananas de dinamite no quarto.

O homem confessou então que residia com a esposa e filhos, sendo que os 262 kg de explosivos estavam embaixo da cama do casal. Ele então alegou que estava apenas guardando o material ilícito para a cunhada. Os policiais acharam as unidades de cordel detonador na cozinha e, em seguida, foram até a casa da cunhada, no bairro Zé Pereira.

Questionada, ele alegou apenas que estava guardando para o ex-marido. Ao todo, foram apreendidas 131 unidades de emulsão explosiva encartuchada, popularmente conhecida como banana de dinamite e que pesaram 262 kg. Já os rolos de cordel detonador eram tanto de NP5 como NP10, explosivos muito fortes e que estavam escondidos em um armário da cozinha.

“Nós contamos com o apoio do Garras [Delegacia Especializada de Repressão à Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros] e descobrimos que estes explosivos foram roubados da Pedreira São Luiz, em Terenos, no dia 26 de dezembro de 2016. Desde então, esse material estaria passando por vários locais. Houve a instauração de inquérito e agora vamos verificar se eles têm envolvimento com alguma organização criminosa”, explicou na ocasião o delegado.

Investigação localizou explosivos embaixo da cama do suspeito em MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação

FONTE: G1MS