MS confirma terceiro maior número de mortes em um só dia, 65, e passa dos 5 mil óbitos provocados pela Covid

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A média móvel dos últimos 7 dias é de 53,6 vidas perdidas para o novo coronavírus por dia. A taxa de letalidade está em 2,1%.

Mato Grosso do Sul confirmou nesta quarta-feira (14) 65 mortes por Covid-19. É o terceiro maior número desde o início da pandemia, sendo superado somente pela quantidade de óbitos de 8 de abril (87) e 26 de março (70).

O estado atingiu nesta quarta-feira (14) a triste marca de 5.005 óbitos provocados pela doença. A média móvel dos últimos 7 dias é de 53,6 vidas perdidas para o novo coronavírus por dia. A taxa de letalidade está em 2,1%.

Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera.

Das mortes confirmadas nesta quarta, 23 ocorreram em Campo Grande. Depois aparecem Três Lagoas, com 12; Água Clara e Dourados, com 3 cada; Bataguassu, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia, com 2 cada e Alcinópolis, Anastácio, Anaurilândia, Aquidauana, Bonito, Caracol, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Eldorado, Fátima do Sul, Itaquiraí, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranhos, Sete Quedas e Sonora, com 1 cada.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, classificou a chegada ao estado até esse patamar de mortes como uma situação terrível e disse que não esperava que Mato Grosso do Sul chegasse nesse ponto.

“Eu quero anunciar uma marca terrível, que achei que nunca íamos chegar, mais de 5 mil óbitos em Mato Grosso do Sul, 5.005, com os 65 que vamos anunciar nesta quarta. Situação muito triste, que incomoda a todos nós da área da saúde”.

Resende comentou ainda que essa marca é resultado de uma doença que enquanto não houver vacina em grande disponibilidade e as regras de biossegurança continuarem a serem descumpridas vai continuar a matar.

Além das mortes, o boletim epidemiológico da Covid-19 emitido pela secretaria estadual de Saúde (SES) registrou nesta quarta, 1.338 casos novos e a média móvel dos últimos 7 dias chegou a 1.164,6 por dia. O total de infectados pela doença atingiu 232.849, sendo que 14.413 são considerados casos ativos. Destes, 13.217, com sintomas leves ou assintomáticos estão em isolamento domiciliar e 1.196 foram internados.

Dos pacientes internados, 654 estão em leitos clínicos e 542 em unidades de terapia intensiva. A taxa de ocupação de leitos de UTI voltados para o atendimento de pacientes com Covid-19 nesta quarta está em 98,4%.

Além dos casos confirmados, o estado tem ainda 7.530 registros suspeitos. Desse total, 1.347 são de amostras de testes em análise pelos laboratórios e 6.183 notificações que ainda não foram encerradas pelos municípios.

Em contrapartida, o número de pacientes recuperados atingiu 213.431, sendo 983 somente nas últimas 24 horas.

Boas notícias

O secretário estadual de Saúde disse que em reunião nesta terça em Brasília, ele e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) pediram ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o envio de mais medicamentos do kit intubação para atender aos pacientes que estão em leitos de UTI. Ele relatou que após o pedido, nesta quarta-feira pela manhã, avião do governo do estado foi a São Paulo buscar um novo lote destes insumos.

Comentou que visitaram o laboratório da União Química, no Distrito Federal e assinaram carta de intenções com a empresa, que tem acordo com o Fundo Soberano Russo para fabricar no Brasil a vacina Sputinik V, para aquisição, assim que houver a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de uma quantidade entre 1 milhão e 2 milhões de doses do imunizante para atender o estado.

Resende citou que o estado tem outras negociações para aquisições, como a feita em parceria com o Consórcio Brasil Central.

Por fim, o secretário de Saúde anunciou que o estado vai receber no dia 25 de abril, kits completos para a instalação de 20 novos leitos de UTI, em uma doação da empresa Suzano, de celulose. Explicou que vai discutir onde serão instalados esses leitos, já que a rede hospitalar do estado está superlotada com o enfrentamento a doença.

G1 MS