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Servidoras da Câmara de Paranaíba ‘lucram’ R$ 190 mil após falsificarem documentos; estão afastadas pela Justiça

Uma delas teria falsificado um ofício por meio da assinatura falsa do então presidente da Câmara, vereador Edmar Pires da Silva Júnior, o Dollar.

A Câmara de Vereadores de Paranaíba afastou duas servidoras acusadas de falsificar documentos e/ou assinatura para obter aumento de salários. A medida atende a decisão judicial, que aponta prejuízos estimados em mais de R$ 190 mil.

A presidente da Casa de Leis, vereadora Wanice Luciana de Oliveira, a Wanice Luciana (Republicanos), atendeu a decisão do juiz Edimilson Barbosa Ávila, da Vara Criminal da Comarca de Paranaíba. Uma das servidoras estava de férias e teve o descanso suspenso.

O magistrado determinou o afastamento cautelar das denunciadas do exercício de quaisquer funções públicas desempenhadas na Câmara de Vereadores pelo período de 180 dias, mas manteve a remuneração básica.

Elas ainda ficaram proibidas de acessar as dependências físicas da Casa de Leis. Senhas, logins e cartões públicos devem ser recolhidos ou bloqueados. A dupla também foi proibida de ter contato com agentes públicos e testemunhas vinculadas ao caso.

O juiz ainda determinou a expedição de ofício com urgência à presidente da Casa de Leis para o cumprimento das decisões e para instauração de PAD (Processo Administrativo Disciplinar).

O Midiamax solicitou uma nota à presidente da Câmara de Vereadores sobre o caso e aguarda resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Falsificação de documentos

Na decisão, é descrito que o Ministério Público Estadual entrou com a ação penal pública incondicionada contra as servidoras.

Uma delas é acusada de cometer fraude documental por quatro vezes, peculato, manipulação de sistemas e uso do cargo para satisfazer interesses pessoais em detrimento do dever funcional. Consulta ao Portal da Transparência da Casa de Leis aponta que a última remuneração bruta dela foi de R$ 8.230,79, enquanto o salário líquido chegou a R$ 6.083,06 em janeiro de 2026.

Já a outra servidora é acusada de praticar falsificação de documento público por três vezes, peculato e prevaricação. Os vencimentos brutos dela foram de R$ 13.046,75, enquanto o salário líquido caiu para R$ 5.179,27.

O Ministério Público afirmou que, em 11 de janeiro de 2022, nas dependências da Casa de Leis, a dupla teria falsificado dois requerimentos de majoração salarial por meio da anexação de protocolos já utilizados em outros requerimentos. No mesmo mês, no dia 17, elas ainda teriam falsificado a decisão administrativa de concessão de majoração salarial.

Já em 4 de fevereiro, elas teriam falsificado as portarias que efetivaram a majoração salarial. No dia 17 de fevereiro, a dupla teria dado continuidade aos atos e publicou as portarias em órgão extraoficial em desacordo com a Lei Municipal n. 2.115/17.

Já em 10 de janeiro de 2023, uma delas teria falsificado um ofício por meio da assinatura falsa do então presidente da Câmara, vereador Edmar Pires da Silva Júnior, o Dollar (PSDB). O documento lhe conferia poderes financeiros.

Ainda no mesmo mês, após conseguir direito à conversão de 15 dias de férias em pecúnia, ela lançou no sistema informático a conversão de 30 dias, o que causou um prejuízo no valor de R$ 30.027,54 aos cofres públicos.

FONTE: MIDIAMAX

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