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Fogo reascende no Pantanal de MS em novembro com mais focos de incêndio da história

Com ajuda de helicóptero, bolsas de água são despejadas em áreas próximas a linha do fogo. Último fim de semana foi marcado por chuva em várias regiões do bioma, o que amenizou a situação das chamas.

Após a chuva zerar os focos de incêndio ativos no Pantanal Mato Grosso do Sul na última segunda-feira (20), o Corpo de Bombeiros voltou a campo para combate às chamas que reacenderam na região do Buraco das Piranhas, em Corumbá (MS), nesta quinta-feira (22).

Desde o início de novembro, as chamas tomaram o Pantanal, fazendo com que o bioma tivesse o pior mês de novembro da história. Até então, a situação desta semana ainda é menos destruidora à fauna e flora do bioma, do que se comparado ao mesmo período da semana passada.

Entre os dias 14 e 15 de novembro foram registrados 279 focos de incêndio na área pantaneira em Mato Grosso do Sul, segundo os registros do satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados de ontem e hoje apontam 27 focos ativos na região.

Agora, os brigadistas concentram esforços para que o fogo não se alastre de forma rápida. Em todo o bioma, mais de 1 milhão de hectares foram devastados pelas chamas neste ano.

Além dos bombeiros, policiais militares ambientais e o grupamento aéreo seguem no auxílio para combater as chamas. “A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul dá continuidade ao patrulhamento das áreas queimadas no Pantanal Sul”, detalhou o capitão da Polícia Militar Ambiental Jorge Manoel Martins Júnior.

Do helicóptero, os bombeiros conseguiram filmar a grande linha de fogo que devasta a vegetação no Buraco das Piranhas. A aeronave também tem sido usada para ajudar com que as chamas sejam amenizadas e os brigadistas façam o controle do fogo em campo.

Área devastada no Pantanal. — Foto: PMA-MS/Reprodução

Área devastada no Pantanal. — Foto: PMA-MS/Reprodução

O médico veterinário Enderson Barreto que trabalha em campo no combate às chamas no Pantanal, em específico no Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD-Brasil), explica que a chuva não é sinônimo de tranquilidade para que as chamas cessem.

“A chuva é um alívio grande. Não é uma previsão de chuva persistente. Neste momento é importante redobrar a atenção, para que os focos de calor, na menor chance de retorno, sejam controlados. Agora é momento de vigilância. Continuamos em operação!”, detalha o especialista.

Fogo em momento de chuva

Bombeiros seguem em áreas do bioma para realizar rescaldo. — Foto: CBMMS/Reprodução

Bombeiros seguem em áreas do bioma para realizar rescaldo. — Foto: CBMMS/Reprodução

O que os especialistas explicam é que o fogo é resultado do baixo volume de chuva, calor intenso e a vegetação ressecada na região.

A chuva era esperada desde setembro, mas teve o período alterado pelo El Niño, que vem mudando o comportamento climático em todo o país. Os especialistas apontam que foi uma mudança no clima que causou o maior impacto na vegetação.

Apesar disso, é preciso levar em conta que o resultado da alta das temperaturas é resultado da ação humana, com a maior emissão dos gases do efeito estufa. Neste ano, pela primeira vez o mundo registrou uma temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial. O calor recorde é reflexo das mudanças climáticas provocadas pelas emissões de gases de efeito estufa.

Fonte: G1 MS

Edição: Alex Queiroz

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