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MS soma 2.077 mortes por Covid-19 e Saúde pede confraternizações só com quem convive na mesma casa

Secretário lembra que, se houver aglomerações, o número de contaminados pode aumentar e consequentemente faltar leitos em hospitais.

Mato Grosso do Sul começa a semana com 26 novos registros de mortes por Covid-19, o que totaliza 2.077 óbitos pela doença, desde que o novo coronavírus chegou ao estado, em março deste ano.

É um dos maiores números de mortes por Covid-19 já registrado no estado e faz com que a média móvel de óbitos dos últimos 7 dias suba para 18,3. “Se esse número não te assusta, não sei o que te assusta”, disse a secretária-adjunta de Saúde, Cristina Maymone.

Cristina explicou ainda que 40% dos testes analisados nos laboratórios estão positivando. Situação preocupante.

São 122.187 casos de coronavírus no estado. Destes, 106.259 já se recuperaram, 13.193 estão em isolamento domiciliar, 658 estão internadas, sendo 296 em UTI.

“Muitas pessoas idosas estão sendo contaminadas por pessoas que não atendem apelos. A questão do distanciamento social, uso de máscara, higiene é muito importante”, falou o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Para que a situação não seja ainda mais crítica no começo de 2021, o secretário faz um apelo. “Culturalmente fazemos a ceia de Natal. Gostaria de fazer uma reflexão. Nada é mais importante do que as pessoas que estão ao redor e não o que está em cima da mesa. Faça as confraternizações só com as pessoas que convivem na sua moradia, na sua habitação. Na minha casa vai ficar eu, minha esposa e minhas duas crianças. Nós sabemos que em janeiro corremos riscos de não ter leito de hospital”.

Geraldo Resende diz ainda que há dificuldade em relação aos recursos humanos na linha de frente de combate à Covid-19.

A equipe está exausta. Muita gente que precisa ter descanso. Se não frearmos o avanço da doença, poderemos entregar testes em atrasos. Falta recursos humanos para leitos de UTI. Hoje encaminhamos pedido para mais 10 fisioterapeutas no Hospital Regional. Não estamos encontrando profissionais no mercado. Aqueles que não estão nem aí pra doença, essas pessoas vão pagar um preço muito alto no fim do ano e em 2021″, concluiu o secretário.

FONTE: G1MS

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