Mulher trans sequestrada e estuprada recebe alta após 20 dias internada em hospital na Capital

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Camila Ferreira, de 54 anos, foi sequestrada, estuprada e abandonada, em uma rua de Campo Grande. Depois de vários dias internada e passar por procedimentos cirúrgicos, a mulher recebeu alta nesta terça (13).

Camila Ferreira, de 54 anos, recebeu alta médica, nesta terça-feira (13), após ficar internada em um hospital, em Campo Grande, por 20 dias. A mulher transexual foi sequestrada, estuprada e abandonada em via pública da Capital, no final do mês de junho, deste ano.

Agora, Camila está se recuperando, das cirurgias e dos dias de internação, de casa. Durante o período que esteve no hospital, Camila passou por alguns procedimentos cirúrgicos em decorrência das agressões que sofreu. No início do tratamento chegou a apresentar um quadro de infecção.

A advogada de Camila, Adriane Cardoso, informou ao G1 que a cliente deu entrada no hospital no dia 24 de junho por conta das mutilações que teve no corpo, depois das agressões e o estupro.

Adriane informou que o caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à mulher (Deam). A advogada também disse que as investigações seguem promissoras, porém não pode comentar sobre as linhas de apuração, pois o caso segue em segredo de Justiça.

Entenda o caso

O crime que aconteceu no dia 18 de junho, está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da capital como crime de LGBTfobia.

A vítima foi sequestrada por dois homens no bairro Vila Sobrinho, na capital, e levada para uma residência, onde ocorreu o estupro. Após ser abandonada na rua com vários ferimentos, a mulher precisou passar por cirurgia devido a complicações decorrentes da violência sexual sofrida.

Conforme a ocorrência, logo após o crime, Camila precisou passar por uma cirurgia às pressas. Devido aos ferimentos, precisará colocar uma bolsa de colostomia. A investigação segue em sigilo.

A Deam informou que o caso segue em investigação como crime de LGBTfobia, termo utilizado para compreender as violências cometidas contra a população LGBTQIA+. O caso foi registrado como sequestro, estupro coletivo (praticado por duas ou mais pessoas), injúria racial e lesão corporal dolosa.

G1MS