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Representante da embaixada da Ucrânia diz esperar que Brasil condene a invasão russa e pede ajuda humanitária

Anatoli Tkach é encarregado de negócios da embaixada e principal representante diplomático da Ucrânia no país. Território ucraniano foi invadido pelas forças russas em vários pontos da fronteira nesta madrugada, e o paíscomeça a sentir efeito da guerra entre Ucrânia e Russia.O encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, disse nesta quinta-feira (24), em entrevista à TV Globo, que espera que o governo brasileiro condene a invasão da Rússia ao território ucraniano e solicita ajuda humanitaria.

A invasão começou na madrugada desta quinta-feira (24), no horário de Brasília, por ordem do presidente russo Vladimir Putin. Os russos invadiram a partir de vários pontos da fronteira. A ação gera uma crise militar e diplomática na Europa sem precedentes neste século, e a primeira vez neste século uma crise desse porte.“Esperamos que o governo brasileiro condene esse ataque ao nosso país.

E, para as pessoas que estão se preocupandocom os brasileiros na Ucrânia, a melhor solução é entrar em contato com a embaixada brasileira na Ucrânia, que está seguindo essa situação por perto”, afirmou Tkach, principal representante da embaixada ucraniana em Brasília.

Ele disse ainda que a Ucrânia conta com uma forte reação da comunidade internacional contra a Rússia e o aprofundamento das sanções econômicas e diplomáticas contra o país invasor.“Na verdade, já estávamos esperando esse ataque. Estávamos aplicando todos os esforços possíveis para evitá-lo, mas estávamos prontos para que pudesse acontecer a qualquer momento. Agora estamos pedindo à comunidade internacional a unidade na condenação do ataque russo para elevação das sanções severas”, completou.

Viagem de Bolsonaro a Russia

Bolsonaro esteve na Rússia entre os dias 14 e 17 de fevereiro. Lá, encontrou com o presidente Vladimir Putin e defendeu a soberania de países e o empenho pela paz.O governo brasileiro sustentou que a viagem teve o objetivo de ampliar as trocas comerciais entre os países, com destaque para o setor de fertilizantes russos, importantes para o agronegócio brasileiro.

Os russos, do outro lado, têm interesse na proteína animal do Brasil.Nesta quinta, o encarregado de negócios da Ucrânia comentou a viagem.“Durante a visita do presidente do Brasil à Rússia, o presidente Bolsonaro apelou para que a solução seja resolvida [em] via pacífica, via diplomática. O presidente russo então assegurou que estava trabalhando em prol da solução pacífica. No entanto, a Ucrânia sabe perfeitamente que as promessas do presidente russo não valem nada. Seguimos observando e, em vez da retirada, o que aconteceu depois foi o aumento das forças armadas em torno do nosso país.

E, como já sabe, hoje aconteceu o ataque russo contra a Ucrânia”, disse Anatoliy Tkach.Questionado se o governo ucraniano expressou algum tipo de desconforto com a viagem, o representante afirmou que o país expressa “uma esperança que o presidente possa equilibrar essa visita com uma visita para a Ucrânia”.

“Nós esperamos o momento para equilibrar essa visita para a Rússia para que o presidente do Brasil também visitasse a Ucrânia. Esse convite foi feito antes da pandemia. Os presidentes tiveram uma oportunidadede se encontrar em 2019 e os presidentes convidaram a fazer o intercâmbio de visitas”, reforçou.

Tkach disse ainda que a Ucrânia precisa de um “sinal forte de condenação” de outros países e também de ajudahumanitária, financeira e de armamentos para se defender.

“Nós precisamos chamar o agressor de agressor e apelarpara que termine as suas hostilidades”, afirmou.

Fonte: G1

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