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Das ruas ao acolhimento: após superar as drogas, pastora ajuda quem ela já foi um dia em MS

Raquel Chaves é exemplo de superação, que atualmente se doa ao voluntariado por meio de projetos sociais em Mato Grosso do Sul.

Após superar a dependência química, Raquel Sousa Machado Chaves, de 43 anos, viu no voluntariado uma oportunidade de ajudar outras pessoas. Atualmente, a pastora acolhe quem ela já foi um dia pelas ruas de Campo Grande.

Foi em 2012 que a pastora chegou ao Projeto Fraternidade na Rua, em parceria com a Clínica da Alma, da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteira (FSF). À época, Raquel foi acolhida para a recuperação da dependência química.

“Por sete meses, eu encontrei no projeto um lugar extremamente acolhedor, onde me deram as ferramentas para que eu pudesse me libertar do vício e ter a minha virada de vida e poder reconstruí-la”, relembra Raquel Chaves, formada em analista de sistema e cursando o último ano de bacharel em teologia.

Entre o começo e o fim da recuperação, Raquel decidiu pela permanência no projeto. Voluntário residente nas atividades de acolhimento, a voluntária ajuda as pessoas em situação de rua e dependência química.

Pastora saiu das ruas e atua em voluntariado. — Foto: Reprodução

Pastora saiu das ruas e atua em voluntariado. — Foto: Reprodução

Fora das ruas, a pastora trabalha como responsável pela parte educacional e documental dos acolhidos, além da implantação da tecnologia de informação no polo. Do acolhimento recebido, Raquel encontrou um novo propósito de vida em fazer pelos outros aquilo que a transformou.

“Meu trabalho principal é cuidar dos documentos, da formação e qualificação profissional das pessoas acolhidas. Eu busco cursos para serem ministrados, entre eles aulas de inglês, francês, informática, reforço escolar e preparação para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Para as crianças, muitas delas ficaram muito tempo sem ir à escola, oferecemos reforço escolar e aulas bíblicas. Mas eu faço de tudo um pouquinho no que for preciso”, se orgulha Raquel.

“Cada vitória deles é minha também. Tenho muita gratidão pelo caminho que percorri e a esperança renovada. É possível sim, através de Cristo, primeiramente, porque eu creio na palavra de Deus, mas através de todo um trabalho responsável e respeitoso que é desenvolvido entre o projeto Fraternidade na Rua e a Clínica da Alma na recuperação”.

Projeto Fraternidade na Rua

O Projeto Fraternidade na Rua atua de forma expansiva para criar, manter e ampliar diversas frentes de trabalho para contribuir na transformação de pessoas em situação das ruas. No Brasil são quatro polos de trabalho:

  • Campo Grande – MS;
  • Uberlândia – MG;
  • São Paulo – SP;
  • Rio de Janeiro – RJ.

Em Campo Grande, já foram 1.898 pessoas atendidas. Todos estavam em situação de rua e com dependência química. Aos acolhidos são oferecidas cinco refeições por dia, alojamento, roupas, assistência médica, odontológica, oficinas de trabalho, amparo espiritual, emocional e físico.

Além disso, os acolhidos podem participar de cursos de alfabetização e de qualificação. Os atendimentos são separados entre homens e mulheres e totalmente gratuito por um ano. A decisão de ir à Clínica da Alma é voluntária.

Quem se interessar pelo serviço, pode procurar a sede da Fraternidades Sem Fronteiras, em Campo Grande, na Rua Praia da Pituba, 53, no Jardim Autonomista. O telefone para contato é o 4003-5538.

G1MS

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